31 de outubro de 2009

Despeço e disperso


Gente,

Hoje estou parando oficialmente com o Renovidade. Faço isso pra me dedicar melhor a outros projetos. Sentirei muita falta, mas muita falta mesmo de tudo isto aqui, de todos vocês leitores e blogueiros parceiros. Muita falta mesmo gente. Tenho guardados todos os comentários e textos. Ia apagar o blog, mas pensando bem é melhor deixá-lo aqui não é? Também tenho guardado os links dos blogueiros que me acompanham para fazer uma visitinha quando bater uma saudade.

Um abraço imenso, gigantesco em todos.

Inté!
PS: Não estou desativando as postagens agendadas, algumas até para 2010.

20 de outubro de 2009

Belchior falando por mim

...e andarmos apressados
Deu em chegar atrasados
Ao fim dos anos cinquenta
(em Lira dos Vinte Anos)

A noite fria me ensinou a amar mais o meu dia
e pela dor eu descobri o poder da alegria
e a certeza de que tenho coisas novas
coisas novas pra dizer (viver)
(em Fotografia 3x4)

Tenho vinte e cinco anos de sonho e de sangue
e de América do Sul.
Por força deste destino,
Um tango argentino me vai bem melhor que um blues
(em À Palo seco)

Como é perversa a juventude do meu coração
Que só entende o que é cruel, o que é paixão
(em Paralelas)

Agora ficou fácil
Todo mundo compreende
Aquele toque Beatles
I wanna hold your hand
(em Medo de avião)

Eu sou apenas um rapaz latino-americano
Sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior.
Mas trago, de cabeça uma canção do rádio
Em que um antigo compositor baiano me dizia: Tudo é divino, tudo é maravilhoso.
(em Apenas um rapaz latino-americano)

Não quero o que a cabeça pensa eu quero o que a alma deseja
(em Coração Selvagem)

Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos como os Nossos Pais.
(em Como os nossos pais)

E hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude
Está em casa guardado por Deus, contando seus metais.
(em Como os nossos pais)

Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso
Eu vos direi no entanto:
Enquanto houver espaço, corpo e tempo e algum modo de dizer não eu canto
(em Divina Comédia Humana e citando Olavo Bilac)

Saia do meu caminho
Eu prefiro andar sozinho
Deixem que eu decida a minha vida
Não preciso que me digam
De que lado nasce o sol
Porque bate lá meu coração
(em Comentários a respeito de John)

João, o tempo andou mexendo com a gente sim
John, eu não esqueço
A felicidade é uma arma quente
(em Comentários a respeito de John citando John Lennon)

A minha alucinação é suportar o dia-a-dia
E meu delírio é a experiência com coisas reais
(em Alucinação)

Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Longe o profeta do terror que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais
(em Alucinação)

Você não sente nem vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
E o que há algum tempo era jovem novo hoje é antigo,
e precisamos todos rejuvenescer
(em Velha roupa colorida)

No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais
(em Velha roupa colorida)

Quero uma balada nova falando de brotos, de coisas assim
De money, de lua, de ti e de mim, um cara tão sentimental
Quero a sessão de cinema das cinco
Pra beijar a menina e levar a saudade na camisa toda suja de batom
(em Todo sujo de batom)

E vou viver as coisas novas que também são boas
O amor, o humor das praças cheias de pessoas
Agora eu quero tudo, tudo outra vez.
(em Tudo outra vez)
Inté.

17 de outubro de 2009

Confirmação


6 de setembro, dia da minha confirmação na igreja anglicana. Dia que há muito eu esperava, e meditava se deveria fazer ou não fazer. Me perguntava sobre a necessidade e significado dessa confirmação em minha vida. Enfim, o dia. O Sol amanheceu vestido de Amazônia.
Na primeira leitura do culto o Salmo 146 me dizia, “o Senhor dá proteção ao estrangeiro”. Na segunda o profeta Isaías confirmava, “jorrarão águas no deserto e rios na terra seca”. Na terceira o apóstolo Tiago, “religião pura e sem mancha diante de Deus, nosso Pai, é esta: socorrer os órfãos e as viúvas em aflição, e manter-se livre da corrupção do mundo”. E por fim, a última leitura, a do Evangelho São Marcos, onde as pessoas perplexas diziam do Cristo “tudo ele faz bem”. Na homilia o Bispo citou São Francisco de Assis, “prediquemos o Evangelho, se preciso usemos palavras”, e durante a oração o vento entrava com violência pela fresta da janela semi-aberta fazendo aquele ruído característico. Era Deus. Dizendo-me que Ele leva e Sopra a quem quer aonde quer.